Quote of the day

domingo, 28 de setembro de 2008

Novos velhos sentimentos

Esses dias voltei a sentir coisas que eu não sentia há um bom tempo! Sabe aquelas borboletinhas passeando pelo seu estômago? Então, é tão bom descobrir que elas não deixaram de achar o meu estômago um lugar atraente! Achei que tinha perdido a sensibilidade, a capacidade de ficar nervosa com um reencontro inesperado, ou algo pelo qual você espera há muito tempo...!

Na verdade, eu fiquei mais nervosa do que eu gostaria! E ainda confirmei que minha pele reage à minha ansiedade. Eu à espera de uma resposta da Wizard, ganhei um olho e um pescoço inchado, como quando faltava uma semana pra voltar pro Brasil de Londres. Assim que eu recebi a confirmação de que o emprego era meu, tudo começou a desaparecer como num passe de mágica!

E hoje no casamento do meu primo, pela primeira vez fui madrinha. Foi muito emocionante sim, mas eu fiquei tão nervosa por ele, por ela, por todos! Enquanto a noiva não entrou naquela capela, as borboletinhas se mexiam freneticamente dentro da minha barriga, como se eu é quem fosse me casar!

Sei lá, acho que tenho estado com os nervos à flor da pele! Todas as minhas sensações e sentimentos têm sido muito intensas! Nada têm passado em branco, e eu acho que eu gosto de como as coisas estão acontecendo. Acho que nunca estive tão bem comigo mesma, e por isso posso me dar ao luxo de me sentir nervosa, ansiosa, expectante... É muito bom saber que, embora de fato eu tenha me tornado uma pessoa mais racional nos últimos anos - talvez como mecanismo de defesa - eu ainda seja capaz de sentir tais sentimentos que mexem tanto comigo! É tão bom rir à toa, chorar de emoção, viver intesamente!

Isso pra mim é viver! \o/

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Surpresas

A vida é cheia de surpresas! O tiro vem quase sempre de onde nós menos esperamos!
Olha, quando eu cheguei no Brasil, eu procurei emprego em vários lugares, escolas de inglês, embaixadas e afins, e nada! Estava relutante em ir na Wizard, mas acabou que no fim eu resolvi ir lá. E ta aí! Depositei todas as minhas energias na Cultura Inglesa, na ALPS e acaba que descobri que na Wizard eles pagam bem melhor que nas outras e fica em cima da minha casa! Ou seja, procurando coisas lá longe, quando a solução estava bem embaixo do seu nariz! Isso é pra parar com a mania de super ou subestimar coisas e/ou pessoas!

Tem outras surpresas também. Eu tenho um amigão chamado Guto e ele sempre costumava dizer que as melhores amigas dele éramos eu e Gab. E por causa disso, eu tinha um ciúme danado da tal Gab. No fim das contas, hoje acho que eu possivelmente sou mais amiga da Gab do que do próprio Guto! É incrível como as pessoas surpreendem a gente! E eu descobri porque o Guto gostava tanto da Gab. Porque ela é simplesmente uma das pessoas mais especiais que eu conheço! Não tinha como ser diferente!

Ontem eu tava conversando com a Babi sobre "vontades que vêm do nada" e lembramos de coisas que de repente a gente ficava com vontade de fazer. Já aconteceu de dar vontade súbita de ficar com um amigo meu e no fim o infeliz acabar me fazendo apaixonar. Surpreendentemente aquela pessoa toma outro lugar na nossa vida! Não considerando que mulher tem uma facilidade incrivelmente idiota de se apaixonar, foi uma surpresa. Foi justamente aquela pessoa que, tipo, "NADA A VER", sabe?! Pois é...

Acho que deveríamos parar de criar expectativas em nossas vidas! Porque isso não existe! Eu tenho comprovado isso a cada dia, sempre acontece uma coisa que você nunca esperou! Tipo, meu primo Jairo - um galinha inveterado - se casar! Gente, o negócio tá tão dificil de acreditar, que minha mãe queria comprar o vestido pra ir no casório só dois dias antes, pra não correr o risco de comprar à toa! Isso, entre outras coisas...

Bom, pra ilustrar esse post, quem puder escutar a música Eu e a vida, do Jorge Vercilo, acho que vai começar a filosofar sobre as surpresas que a vida nos prepara. Tem no youtube, é muito boa!
"Cada ano a vida pede mais de mim, mais de nós, mais além..."

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

FANTASMAS

É impressionante como existem fantasmas na minha vida!
Não sei como é a de vocês, mas na minha sempre aparece aquele serzinho invisível pra me atormentar. É sério, gente! Algumas coisas, sentimentos, mágoas, pessoas, acontecimentos e arrependimentos, que você queria esquecer, mas quando acha que finalmente se livrou deles, reaparecem pra te lembrar que não é fácil esquecer. Ás vezes pra lembrar que algumas coisas são, não apenas difíceis, mas impossíveis.

Queria que a aparição desses fantasmas tivessem o mesmo gosto das outras coisas antigas. Como ouvir as músicas que você ouvia quando criança, por exemplo. Sábado passado fui no show de uma banda chamada THE FEVERS, é bem das antigas mesmo, e ele cantaram uma das músicas que mais marcaram minha infância, "Uni-duni-tê", do Trem da Alegria. Cara, eu fiquei muito emocionada! Eu pulava tanto, rodava, gritava, cantava, como se tivesse 6 anos de idade novamente - o que muitas vezes eu desejo! -, foi adorável. Uma deliciosa volta ao tempo.

Mas a sensação que às lembranças ruins trazem, não é agradável. É como se você não conseguisse se perdoar por coisas que aconteceram há 5 ou 10 anos atrás, mesmo sabendo que você ainda era um adolescente começando a dar seus primeiros passos em direção a assumir as consequências dos seus atos. Essa noite sonhei com um dos meus piores fantasmas, e sei que vão ser uns 3 dias no mínimo pensando sem parar em tudo o que eu poderia ter feito para que as coisas tivessem sido diferentes.

Essa conversa de "me arrependo só do que não fiz" é uma baita de uma mentira! Às vezes você simplesmente entra em desespero e não sabe o que fazer! E logicamente, acaba fazendo burrada. Como diria Guilherme Arantes, "vivendo e aprendendo a jogar". E a pior parte, é conseguir aceitar que o que foi feito, foi feito. E não tem mais volta.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Amados mestres

Tem professor que é tão sem noção, que às vezes eu paro e penso: "cara, esse bicho só pode estar de sacanagem!". Eu já tive cada professor maluco que não sei como não sou perturbada!

Quando eu estava na sétima série, eu tive um professor de história chamado Heitor. O cara era o maior carrasco. Todo dia era apostila de 10 páginas pra ler e mandava a gente elaborar 100 perguntas e respostas pra aula seguinte. E ai de quem inventasse uma pergunta cuja a resposta tivesse menos de 3 linhas! Foi traumático. Por trás, os apelidos variavam de "Floriano Peixoto, o coronel de ferro" ou até mesmo nosso nada-saudoso "Hitler".

E professor de matemática?! Quantos malucos já não rolaram?! Na sétima série teve o Elmano, um cara que fedia a cigarro + bala de hortelã, tinha os dedos pela metade e escrevia no quadro com uma das mãos por dentro da parte traseira da cueca - vulgo "local onde fica a bunda". No primeiro ano, foi o Lobão, um cabeludo que nunca tirava o boné. Já rolou até aposta de quem tinha coragem de tirar o boné dele, mas ninguém o fez. Mas com certeza o mais insano de todos, foi o do 2°/3° anos, professor Ricardo. Cachaceiro de cateirinha, saía da sala pra fumar de 5 em 5 minutos. O bicho era tão sinistro, que nunca fazia a chamada, mas ninguém matava aula dele. Embora ele fosse tão temido, um dia resolveu mostrar seu lado fraco. Chegou notoriamente embriagado pra dar aula. Com os botões da camisa todos abotoados nas casas erradas, ficou tão doidão que foi na sala dos professores, pegou um cacho de bananas e as detribuiu pra todo mundo. Isso depois de ter chamado uma guria quase negra, de galega. Esse era o cara!

Na faculdade não é diferente. Esse tal de Ofal é um maluco pervertido. Ele é gay e não sei se muito resolvido quanto à sua sexualidade, porque 99% das piadas que ele faz na sala, são de cunho sexual - e fortes. O cara passa umas compositions pra gente, com temas do tipo: "por que a humanidade vive uma vida tão superficial". Ele acaba com minhas terças e quintas. Sem contar com outras infinidades de seres estranhos que dão aula naquela UnB... vou te contar viu!

Com mestres bizarros como esses, imaginem que tipo de aprendiz eu fui, sou e continuarei sendo!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Finais

Tudo sempre tem um final neh, inclusive a vda. Mas confesso que eu não estou preparada pra lidar com finais e a dor que eles trazem.

O final do colégio foi horrível. A gente sempre fica pensando "Ai, ainda bem que acabou!", mas na verdade não é assim! De repente a gente olha pra trás, pra todas as coisas que aprontamos, pros amigos que fizemos, das vezes que nos reunimos na casa um do outro pra fazer trabalho em grupo, dos micos, das risadas, das paqueras... e bate uma saudade tão grande, que aí sim começamos a perceber o quanto é ruim que tudo esteja acabando...

E quando chegar a hora da faculdade vai ser a mesma coisa...! "Nossa, ainda bem!", e aí pensa-se na felicidade de passar no vestibular, na sua vida mansa de calouro, nas novas amizades, das farras, bebedeiras, pegações, professores malucos, matérias inúteis... e por aí vai...

Até final de novela dói! Quando você já acolheu os personagens dentro da sua casa eles têm que ir embora! E é por isso que a maioria das mulheres sempre choram em finais de novelas! Porque sempre têm que dizer adeus a personagens marcantes como Tonho da Lua, a Bebel, Petrucchio e Catarina, Coronel Boanérgis, Renato Mendes, Nazaré, Pescador Parrudo...

E uma viagem quando acaba? Não dá um nó na garganta (se a viagem foi muito boa)? De repente você já começa a sentir falta antes de ir embora... A preguiça de fazer as malas nada mais é que uma reação do seu cérebro, uma resistência a voltar pra casa. Aquela praia, o camarão no espetinho, o cheiro de maresia, andar de havaina onde quer que você vá, torrar no sol, mergulho no mar... Coisas assim não deveriam ter fim!

Mas eu acho que um dos piores finais, é fim de namoro. Não importa o raio do motivo que fez o namoro terminar, mas dói... e muito! Você lembra de quando se conheceram, de como tudo era perfeito no começo, dos planos que fizeram juntos, das risadas e choros, das brigas e das pazes feitas, das declarações de amor, presentes, surpresas, beijos, abraços, amassos... É tão difícil acreditar que investimos tanto em uma relação e de repente tudo começa a perder o sentido e o fim se dá como algo invevitável...! É muito triste... dá saudade... medo de arrependimento... recaídas... crises de choro... choro e mais choro... Mas é mais um final necessário...

A vida precisa ser renovada, em busca do futuro! Precisamos de novas "escolas", novos amigos, novos namorados, novas novelas...! Mas não podemos esquecer dos antigos também... Afinal, cada um deles nos ajudou a construir este ser que somos hoje. E temos muito a agradecer a cada pessoas que passa em nossas vidas. Algumas conseguem ficar, outras não. Algumas voltam depois de muito tempo, outras se perdem pra sempre. Assim é a lei da vida!