Quote of the day

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Brasília

Well, well, well, vejam só, minha Brasília amada completa 50 primaveras amanhã!
Todo mundo que não mora aqui, vive dizendo que Brasília é o centro das decisões políticas e bla bla bla e isso me irrita um pouco! Primeiro que todos os políticos são de fora. Se você procurar um brasiliense lá, não vai achar. Ah, e pros desavisados, é BRASILIENSE, tá? Candangos foram os primeiros imigrantes que vieram construir a cidade. Eles e somente eles. Quem nasce aqui é Brasiliense!
Então, esse post é para as pessoas conhecerem um pouquinho melhor de Brasília. Da cidade mesmo, das pessoas mesmo, da cultura mesmo. E não da política que nem nossa é! Há!

  • Brasília é uma cidade do interior disfarçada de metrópole. Onde você vai, você encontra alguém (s) que conhece. E você sempre tem algum amigo que conhece algum outro amigo seu.
  • Os brasilienses adoram reclamar que não tem balada boa aqui, mas é mentira. Aqui tem de tudo pra todos os gostos. Talvez reclamem tanto por alguns agravantes como por exemplo o preço, o médio e pequeno porte das baladas e lógico, o fato de você sempre encontrar as mesmas pessoas - confirmando a tese acima!
  • Aqui tem gente de TUDO quando é canto. TUDO mesmo! Mas os mineiros e nordestinos são maioria esmagadora. Tem bastante goiano também, mas é que eles são intrometidos mesmo.
  • A frase acima exemplifica o quanto Brasilienses e goianos se amam. NADA. Há uma rixa declarada. Eles nos acham arrogantes e nós achamos eles um bando de peão. Resumindo, é isso.
  • É muito fácil andar em Brasília. Tudo é ordenado por números em uma ordem lógica. Muito raramente você se perde!
  • Temos fama de sermos frios. Não sei até onde isso é verdade ou generalização, mas onde há fumaça, há fogo, certo? Claro que eu me incluo fora dessa, pois sou um doce.
  • Não tem prédio muito alto em Brasília. Por causa disso, preservamos a vista maravilhosa e pode perguntar pra quem já veio aqui como o pôr-do-sol é fantástico.
  • O bicho que simboliza a cidade é o calango. (Até em homenagem a tal, tatuei um calango no pescoço, como vocês já - devem - saber).
  • A bandeira da nossa cidade é branca, verde e amarela.
  • Esse ano já tivemos 4 governadores. E só estamos em Abril.
  • Tudo aqui é muito caro!
  • A palavra que os jovens daqui mais falam é "Véi" sem sombra de dúvidas.
  • A cidade é toda bonitinha, mas tem a rodoviária mais feia e fedorenta do Brasil e claro, o pior sistema de transporte público do mesmo.
  • Brasília foi projetada para ter 500 mil habitantes e no momento estamos beirando os 3 milhões. Por isso, o trânsito está caótico, não há moradia pra todos e os hospitais estão superlotados por pessoas daqui e pessoas que vêm de fora achando que aqui o negócio tá bom.
  • Nós não temos prefeitos, nem municipios. Temos administradores escolhidos pelo governador e cidades-satélites.
  • Tem um infeliz chamado Joaquim Roriz que é o político com mais processos nas costas do Brasil, mas sempre que participa de uma eleição é reeleito governador de Brasília.
  • É possível um brasiliense ter tantas influências regionais diferentes que solte numa mesma sentença gírias como "uai", "Sô" e "bah".
  • Há uma universidade particular em cada esquina. Sem exagero. Cada dia tem uma nova. Ao passo que só temos uma Federal.
  • Respiramos a atmosfera "seja concursado". Quer ganhar dinheiro? Abra um cursinho pra concurso. Todo mundo é desesperado pra ser funcionário público e se você não cogita a possibilidade você pode não ser aceito pela sociedade brasiliense. Inclusive pelos seus pais.
  • A cada 5 pessoas que você conhece, 4 estudam Direito. Provavelmente 3 numa faculdade particular chamada UniCEUB. E todas irão fazer concurso público.
  • É quase impossível encontrar alguém que não seja fã de Legião Urbana.
  • O típico brasiliense sempre fala mal da cidade, mas odeio quando alguém faz isso

PARABÉNS, BRASÍLIA!
;)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Psicologia (de) coletiva (o)

Digo que pratico psicologia charlatânica, como diria meu amado Chicó, de "O auto da compadecida". Sou metida a desbloquear pessoas fechadas, dar conselhos, ser boa ouvinte, mas ultimamente meu senso de análise tem sido aguçado por uma nova atividade que tenho sido obrigada a exercer diariamente - várias vezes ao dia -: andar de ônibus.

Observo por exemplo como as pessoas são anti-sociais. Ou será que é medo de se relacionar? Tá na moda esse negócio de ter medo! Só sei que ninguém senta com ninguém. Se você detesta sentar na frente, você senta se tiver um banco desocupado. Prefere sentar num local ruim a ter que dividir o banco com um desconhecido. Às vezes até faz uma cara de poucos amigos para deixar o local ao lado menos convidativo.

Hoje eu também sentei na frente pra evitar compartilhar o banco. Daí, lá na frente, vi todo mundo que entrava. Vi muitas pessoas feias. Poucas pessoas bonitas. Muitas esquisitas. E fiquei tentando descobrir em qual grupo eu me encaixava. Olhei no vidro e me analisei. Me achei feia. Mas eu sei que esse achismo é devido ao momento delicado em que me encontro. Então voltei a analisar as outras pessoas.

Quando peguei o último ônibus do dia, subiu uma pessoa cantando em voz alta. Não, ela não estava com fone de ouvido. Estava simplesmente cantando. De felicidade? De alívio? De pura vontade ou falta do que fazer? Não tem como saber. O sujeito sentou atrás de mim e tascou-lhe o hit "Boa sorte", sucesso de Vanessa da Mata com Ben Harper. No começo me incomodei, porque queria ouvir a minha música. Depois fiquei rindo e achando legal a falta de vergonha do cara. Quantas pessoas tem coragem de ignorar o senso crítico dos outros dessa forma? Iniciativa bacana, apesar de que perturba a paz alheia, a little bit.

O fato é que as pessoas só me surpreendem o tempo todo. Ao mesmo tempo que se fazem tão previsíveis. Qual é a beleza do ser humano?

terça-feira, 6 de abril de 2010

Vontade de fugir

Hoje eu sonhei que estava longe. Eu tinha viajado com meus pais pra João Pessoa e depois nós íamos pra Salvador a pé, como se fosse ali do lado.
Acordei pensando o que isso podia significar e cheguei à conclusão de que tudo isso pode ser o reflexo de um desejo que tenho constantemente: o de sumir do mapa. É engraçado como toda vez em que um problema aparece, a nossa maior vontade é de desaparecer. Acho que é sempre essa a primeira opção. Poucas pessoas pensam: “não, eu vou ficar, enfrentar o monstro com coragem, cabeça erguida, não vou desistir”. Todos nós pensamos em desistir. Todos nós pensamos em fugir. Por que o ser humano é um bicho tão covarde? Deus nos deu a coragem, a inteligência, pra alguns a paciência, pra outros o discernimento e maturidade, mas parece que, quando diante de um problema, todos eles voltam ao pó, à origem, onde não éramos seres pensantes, mas apenas seres. Nós queremos fugir. Sair correndo. Nos mudar. Jogar a toalha. Virar as costas. Desistir.
É o que senti várias vezes e estou começando a sentir de novo. Talvez esse sonho tenha sido um aviso, afinal, nós não chegamos a Salvador antes do meu relógio despertar. Ou seja, acho que não é hora de jogar tudo pro alto. Obstáculos vão existir a cada momento na minha vida. Todos os dias, se não, todas as semanas, se não, todos os meses. Imagine se eu for fugir de todos os problemas que a vida me apresentar? Viverei? Não. Porque serão muitos. Desistir é sempre mais fácil. É bem mais fácil não correr riscos e permanecer na zona de conforto, mas é de conhecimento popular que o caminho mais fácil não é o que traz a recompensa depois. Todo esforço será compensado. Toda luta terá vitória. Toda fé terá milagres. Eu preciso acreditar nisso todos os dias, para não me acovardar diante da vida. A partir de hoje: não fugir dos meus problemas. Me acompanha nessa nova resolução?