Quote of the day

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Olha que blog maneiro!

Bom, já que meu blog recebeu honrosamente duas indicações para o MEME, vou entrar nessa brincadeira também!

As regras:

1 - Exibir o selinho do Blog Olha que maneiro!
2 - Postar o link do blog pelo qual foi indicado.
3 - Indicar e comunicar 10 blogs da sua preferência.
4 - Publique as regras.
5- Confira se os blogs indicados cumpriram as regras.
6 - Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá uma caricatura em P&B.
7 - Só está valendo se todas as regras acima forem seguidas!


OS MEUS 10 BLOGS PREDILETOS:

- "Cama, Tradução e Banho"
- Homem é Tudo Palhaço
- Sobresss
- (In)sanidades Magorianas
- Blog do Danilo Gentili
- Fru-Frus e Babados
- Garotas de vinte e poucos
- May Origami
- Pai Novato
- Blog do Dief

Bjos!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

A linha tênue entre o bem e o mal

Citando mais uma vez meu grande ídolo Jorge Vercilo, ele disse numa de suas canções: "Entre o bem e o mal, Deus criou um laço forte, um nó, e quem viverá um lado só?!"
O cara teve a sacada e descreveu também algo que acontece não só no comportamente humano, mas dentro dos corações.

É dificil de explicar, mas esses dias eu tive que fazer uma coisa que eu não queria fazer. Eu já sabia que ia sofrer, mas em nome do meu bem-estar, do meu amor-próprio (isso tem hifen na nova regra?! hehehe), eu tinha que fazer. As chances do meu ato darem certo eram quase nulas, mas eu precisava fazer aquilo ou no futuro ia ser bem pior. Como alguém disse uma vez sabiamente, quanto maior a altura, maior a queda. Mas como tomar coragem para fazer uma coisa que você já sabe que vai ser doloroso pra você?! Não seria essa, uma forma de masoquismo?!

Well, eu tive coragem. O negócio é que eu já estava numa agonia tão grande, que dar esse passo a frente - ou para trás, não sei! - foi como a eutanásia. Eu não sei se as pessoas que sofrem eutanásia sentem o que eu senti, mas foi uma dor dilacerante seguida de um alívio enorme. Num dia eu estava aos prantos e no outro dia, sorria, como quem tirara um peso gigantesco das costas.

Eu não sei se alguém vai entender isso, mas a verdade é que eu me sinto bem, mesmo me sentindo mal. É como se as duas emoções se fundissem dentro de mim. Ás vezes, quando eu lembrava das coisas que eu ia perder tomando aquela atitude, me batia uma tristeza, até mesmo um desespero, mas logo depois, eu pensava que finalmente eu tinha tudo decidido. Eu tinha tomado a coragem de enfrentar os meus medos e derrubar falsas expectativas. E voltava a me sentir bem.

Eu não sei quanto a vocês, mas esse coração aqui, não vive um lado só...!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Divulgação

Alright, people! Como meu incontrolável desejo de escrever e a abundância de histórias absurdas na vida de uma mulher não acabam, eu e minhas amigas da faculdade montamos um blog apenas para assuntos femininos. Estou aqui para divulgá-lo. O nome do blog é "Cama, Tradução e Banho"
e a partir de hoje estarei escrevendo não só aqui, mas também lá, juntamente com outras 4 garotas muito boas de escrita e histórias mirabolantes também: Carol e Babi, que já tem sua fama neste blog, e Mari e Ivy, que se unirão a nós.

Espero que vocês gostem. A probabilidade dos homens gostarem é pouco, pois temos muito a reclamar deles hehehehe porém, estão todos convidados a ler e se divertir! Sugestões também são bem-vindas!

Boa semana a todos!

Bjos!

domingo, 25 de janeiro de 2009

Fazer o bem sempre. Começando por você!

Ontem estávamos discutindo várias coisas entre um gole de cerveja e um de Sex on the beach e entre elas surgiu essa história do nosso próprio bem-estar.

Analisamos aquele momento em que todas nós já passamos uma vez: o momento em que percebemos que o que a príncipio nos fazia bem, está começando a nos fazer mal. Como disse sabiamente a Carol, é aquele momento em que ela parou, se olhou no espelho e se viu lá, linda, jovem, bem-sucedida, inteligente e sofrendo por um barbudo, barrigudo, um homem à beira dos 30 anos que gasta todo o salário em videogames e DVD's.

Você se vê envolvida, fica fazendo viagens ao passado, tentando descobrir qual foi o momento em que erramos para merecer a rejeição - seja ela declarada ou camuflada. Descobrimos que aquelas borboletinhas no estômago não são mais bem-vindas, porque elas começam a vir para nos deixar desesperadas e neuróticas no estilo mais Carrie Bradshaw possível, onde gastamos dias preciosos de nossa existência enlouquecendo atrás de uma resposta plausível para todas as perguntas de nossas mentes insanas.

E como isso não é assunto para uma única noite, hoje continuamos no mesmo pé e chegamos a conclusão de que é um saco ter que ser sempre impecável! Não queremos ter que fingir ser quem não somos para ter aprovação de quem quer que seja! Afinal, onde fica aquela história de que a pessoa deve gostar de nós pelo que somos? No fim, isso tudo é uma grande mentira pra enganar nós, que apesar de gozar de pleno juízo de consciência, ainda sonhamos com o tal Mr. Right?!

Então decidimos optar pelo nosso bem-estar. Pela sobrevivência da nossa auto-estima e amor-próprio. Vamos cuidar de nós. Por que se não o fizermos, ninguém o fará. Está mais que provado!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Aos viciados


Hoje eu estava passando na UnB, a caminho da academia, quando vi um anúncio que dizia o seguinte: "Aluga-se quarto para rapaz ou moça sem vícios". Daí eu na hora comecei a rir do "sem vícios", do fato de que vício já uma coisa diretamente relacionada à álcool, cigarros e outros tipos de drogas.

Então, só pra variar um pouco, comecei a pensar sobre o significado que vício carrega. Vocês acham que o proprietário se importaria se eu fosse me candidatar à vaga e dissesse que sou viciada em FRIENDS?! Que não consigo ver só um episódio, que sempre preciso de mais? Que às vezes varo noite vendo episódios - episódios esses que já foram vistos e revistos - e que influencio pessoas ao meu redor a fazer o mesmo? Será que a pessoa se importaria com o fato de que eu sou viciada em queijo? No fato de eu comer queijo todo dia no café da manhã e no lanche, de achar que tudo que tem queijo fica mais gostoso? Eita, será que eu deveria avisá-la que eu sou viciada em estralar todas as partes do meu corpo? Dedo por dedo - das mãos e dos pés! -, pescoço, pé, braço...!

Comecei a pensar que essa mulher (não sei porquê, mas eu pus na minha cabeça que quem escreveu o anúncio foi uma mulher!) vai colocar dentro de casa um baita dum mentiroso! Sim, porque o anúncio faz uma exigência e supostamente apenas os que atendem à ela poderão se candidatar à vaga. Porém, não existe pessoa no mundo que não tenha vícios!

O vício da minha amiga Carol são musicais. O da minha amiga Babi são celebridades. Do meu irmão, ouvir música no último volume. Da minha mãe, cerveja. Do meu pai, dormir. Todos nós temos nossos vícios. De onde eles vêm?

Nesse momento, parei para buscar no dicionário a origem da palavra vício. Fiquei chocada com o que li! Aparentemente, precisaremos rever o conceito dessa palavra, porque com o avançar dos anos, ela foi ganhando outras conotações. Pelo dicionário, verificamos que todos os significados que a palavra carrega são negativos! Mas como pensar dessa forma, se alguém é capaz de pegar essa palavra tão negativa e transformar em uma bela música de amor como essa aqui do Kid Abelha?

A verdade é que, ainda bem, somos capazes de transformar as palavras. O fato de todo mundo ter um vício, torna isso algo simplesmente inerente à natureza humana. É algo sobre o qual não exercemos total controle, mas que de alguma forma nos faz bem. E no caso de muitos, pode ao mesmo tempo, nos fazer muito mal. Eu acho que só precisamos aprender onde fica a fronteira entre um vício saudável e um nocivo. Se formos capazes de lidar com essa linha tênue, que os vícios sejam bem-vindos. Até por que, são inevitáveis!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Até quando vale a pena lutar por uma relação?

Ontem conversando com uma pessoa muito importante pra mim, que prefiro manter o nome em sigilo, comecei a pensar até que ponto podemos chegar para salvar uma relação. Eu vejo essa pessoa tentar salvar o casamento há anos, e quando penso que ela já jogou a toalha, ela retira forças e paciência de dentro de si, para recomeçar tudo de novo.

É díficil pensar que só uma pessoa está fazendo um esforço enorme para salvar a relação. Você percebe que o outro se acomodou ou que não está no mesmo ponto que você e por isso não disposto a lutar por essa relação igualmente. Mas como uma pessoa se sente, vendo que enquanto ela está se desdobrando para fazer com que as coisas dêem certo, o outro está recebendo tudo aquilo sem um mínimo de empolgação? Frustração é a palavra certa. Essa mulher a qual me refiro, já chorou muito no meu ombro por se sentir frustrada ao tentar recuperar um visgo de amor do marido. E não é que o cara não seja boa gente, ele é muito, mas parece que está tão acomodado com a situação, que não consegue enxergar que a coisa está a um passo do caos!

Eu já passei por situação semelhante, mas não com homem. Foi com uma amiga. Eu correndo atrás, lutando para salvar uma amizade de anos, que pra mim era de importância comparada a de família, enquanto ela só fazia o favor de ignorar as minhas investidas e não perceber o fato de que tudo estava errado! Algum tempo mais tarde, quando eu desisti de procurar, de ir atrás, ela se tocou, mas daí já era tarde demais... O amor também cansa! Ninguém aguenta amar e não ser amado a vida toda... Amor de amigo também é assim...!

Eu tenho medo de acontecer o mesmo com esse homem. De um dia, a esposa dele se cansar de fazer esforços pra salvar o casamento e ele acabar se ligando tarde demais. Já dei muitos conselhos para ele - embora não devesse. Disse pra ele que o ela quer não é impossível! Trazer a felicidade para essa mulher é mais fácil que dar tapa em bêbado, mas ele parece apático e sem muita força de vontade para satisfazer os mínimos desejos da mulher que diz amar. Ela disse que essa vai ser a última tentativa. Embora ela já tenha dito isso umas dez vezes, uma hora a última vai chegar de verdade.

Eu acho que uma relação tem que ser recíproca de maneira totalmente igual. Não sei se vocês já passaram por isso, mas gostar de alguém mais do que esse alguém gosta de você ou vice-versa, é horríveL! Todos nós merecemos ser amados por completo! Não podemos nos contentar com pouco, temos sempre que exigir o melhor para nós. Se amamos por inteiro, entregando-nos, assim devemos ser amados também. Sem restrições! Quando você perceber que o outro não está te amando da forma como você merece, te amando da forma como você ama, está na hora de parar de lutar por essa relação, pois ela está fadada ao fracasso. O amor é uma via de mão dupla.

sábado, 17 de janeiro de 2009

"Que a vida é questão de fé..."

O título de hoje resume bem o que eu proponho falar. É parte de uma canção de um dos meus cantores e compositores favoritos, Jorge Vercilo - ame ou odeie. Preferências à parte, o cara parece sempre ter o que dizer! E diz!

Essa semana tive uma prova viva de como a vida é questão de fé. Você deseja tanto que uma coisa aconteça, e você tenta destruir todas as expectativas que você cria, mas lá no fundo, por mais que você diga em voz alta que está preparada para frustrações, você acredita que tudo vai dar certo. Alguns chamam de esperança, mas eu prefiro culpar a fé, porque ela, ao contrário da esperança, que demora mas vai, não morre nunca! É ela que motiva a nossa ânsia pela realização de sonhos, a ousadia em planejar o futuro, as ambições que nos levam aonde queremos chegar!

E aí eu estava numa agonia irritante. Meus amigos mais próximos que o digam, assistiram de perto e sentiram na pele as consequências dessa angústia. Porque além daquela fézinha que todo ser humano regular nutre dentro de si, aqui dentro desse peito jaz uma ansiedade incontrolável! Eu sou ansiosa por natureza! Quero as coisas pra ontem, não suporto esperar e daí sim... o destino escolheu a pessoa certa para se divertir! Passaram-se dias sem que o meu desejo se concretizasse. E eu dizia pra mim mesmo que estava conformada em não atingir o meu objetivo e pedia incessantemente a Deus para me preparar para qualquer que fosse o fechamento desse capítulo.

Ah, mas Deus sabia... E como Ele sabia! Ele esfregava na minha cara o tempo todo o quanto eu não estava conseguindo aceitar o fato de que algo poderia dar errado! Ele não fazia isso para me magoar não, ele fazia para que eu percebesse que com fé, tudo se conquista! Não é demagogia, é a mais pura verdade! Acreditar é sempre o maior passo que se pode dar... Nunca perder a fé no que se quer, no que se sonha, no que se ama...

E não só Deus sabia... mas o Vercilo também sabia que a vida é questão de ...!

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Dar uma espiadinha?!


Bom, primeiramente gostaria de agradecer os comentários no último post! Não sabia que as aventuras de 4 mulheres amarguradas poderiam ser o hit do momento! hehehehe

Mas hoje estou aqui para falar de algo totalmente diferente, mas que mexe muito com nossas vidas também. Hoje começa mais um Big Brother Brasil, na Rede Globo. Nós estamos lá, atrás da TV, achando que estamos vigiando e manipulando aquelas pessoas que estão lá dentro da casa, quando na verdade, não percebemos quem estão sendo os verdadeiros fantoches...!

Somos nós, que durante 3 meses ficamos vidrados em espiar a vida alheia! Parei para pensar o quão triste é tudo isso! Ouvir a voz do Pedro Bial dentro de nossas casas de novo, todo ano, durante 90 dias é no mínimo desesperador! A Globo está lá, mobilizando o país inteiro a assistir BBB (bundas, brigas, burrices - entre outros B's que a gente vê!). Ganhando muitooo dinheiro! Enquanto nós, perdemos preciosos minutos de nossas vidas olhando aquela decadência televisiva...!

Por que é que o ser humano se sente tão atraído por Big Brother? Será carência, apenas curiosidade, ânsia por uma fofoca, a mania que temos de gostar de ver o circo pegar fogo?! E mesmo tendo a consciencia de que tudo isso não passa de uma novela bem ensaiada, ou uma seleção de modelos para a próxima capa da Playboy, ou o lançamento de um novo ignorante do cujo tiraremos a essência com tanta "zombação", tal qual Solange e seu "Iar nuou"em um dos BBB's, nós não tiramos os olhos daquele objeto manipulador! As câmeras podem estar lá dentro da casa, mas a verdade é que, quem está vigiado e monitorado somos nós.

E é por isso que eu lanço a campanha "Boicote ao Big Brother Brasil 9"! Vamos ler um livro, assistir um seriado, sair pra dançar, namorar, dormir, mas não nos deixemos enfeitiçar pela voz e pelas crônicas meia-boca do Pedro Bial! Quem tá nessa comigo?!?! Vamos dizer NÃO à música do RPM!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O fantástico mundo das mulheres


A última semana me fez estar em constante observação do comportamento feminino. Fatos estranhos aconteceram na minha vida e na vida de algumas pessoas próximas a mim e eu comecei a perceber como as mulheres são seres complexos. Tá certo, eu já sabia disso antes e já havia parado pra pensar diversas vezes, mas esses dias me fizeram observar a transição de uma mulher em seu estado mais piriguete para o seu estado "mais in love impossível". Também observei a transição de uma mulher totalmente apaixonada para uma mulher "que vontade de matar esse filhodaputa!".

É incrível as loucuras que se passam na cabeça de uma mulher quando ela começa a se envolver com um homem. Enquanto o cara está lá pensando: "pow, essa mina é massa", ela já está se imaginando de véu e grinalda na frente de um padre. E não é proposital não, simplesmente aparece na mente fértil da pessoa. Sabe aquele desenho sensacional dos anos 90, "O fanstástico mundo de Bob"? A cabeça de uma mulher é muito parecido com aquilo tudo! Em menos de uma semana, eu vi uma pessoa se encantar, se pegar envolvida e pirar por causa de um novo par de calças em sua vida. A pessoa acabou de começar um pequeno envolvimento e já está fliping out sobre a possibilidade do sujeito estar brincando com sua linda face e entrando em pânico por ele ter demorado mais de uma hora para responder uma SMS.

Ao passo que, a segunda observada, passou do estado "vou me casar" pro "vira homem" em frações de segundos! A pessoa passa anos de sua vida com um cara, planeja casamento, pensa no futuro, quando o ser masculino começa a ter second thoughts (hoje minha segunda língua está me influenciando muito!) sobre a relação. A pessoa começa a enlouquecer de raiva, joga tudo pro alto e começa a analisar o quão cega ela esteve durante os anos em que passou sob a mesma relação. Ela passa a achar que no final, não conhece nada da pessoa a quem dedicou os melhores anos de sua juventude!

Daí juntam-se as duas, mais outras duas. Eu, que também tive um pequeno contratempo no meu universo amoroso essa semana, somado à minha estupidamente forte TPM e uma terceira, que no intuito de salvar a noite perdida de sábado, dá uma rápida escapulida da balada-fracasso para fumar um cigarro e encontra o eleito ser masculino mais tosco de 2008.

Chamamo-nos de "O Bonde das Ressentidas". Começamos a reclamar da droga de balada de sábado e no fim percebemos que nada poderia dar certo com a energia negativa que emanava de nossos corpos. E foi assim. Dito e feito! Essas mulheres...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Interpretando os sinais


Sabe-se que os deficientes auditivos usam a linguagem de sinais (LIBRAS) para se comunicar e os falantes, usam a língua falada. Mas os últimos dias têm me provado que mesmo os que falam se utilizam de maneira desenfreada dos sinais. E o pior é que, as LIBRAS têm regras, códigos, gramática, o que faz com que, se você não entender um sinal, você tenha um livro ou um expert a consultar e assim matar a sua dúvida facilmente.

Ao contrário, nós, seres falantes, não temos a tal gramática. Vivemos usando códigos, sinais não-verbais para comunicar nossos desejos, frustrações, sentimentos, segredos, fantasias, sonhos, insatisfações. É aí que está o grande X da questão. Como fazer para interpretar corretamente os sinais que enviamos e recebemos a cada fração de segundo?!

Falar já se tornou perigoso com o avanço da tecnologia. No caso, "Falar" pelo msn já causou vários problemas para todos nós, eu tenho certeza. Fomos mal interpretados, usamos ironia e acharam que fosse real, e nem mesmo os sinais que os emoticons mandam, estão funcionando. Eles não fizeram smiles suficiente para expressar toda vontade da raça humana.

Jogos de amor são os mais perigosos enviadores de sinais. Ninguém quer dar o braço a torcer totalmente, ninguém quer mostrar todas as faces de imediato - às vezes, nem a longo prazo - e portanto, começamos um imenso troca-troca de sinais confusos. Um passo em falso e podemos colocar tudo a perder. É como um campo minado, onde cada sinal mal-interpretado pode ser uma bomba. E explode, viu?!

Talvez os sinais antigos - vulgo "caras e bocas" - não sejam mais tão efetivos. Para dizer "não", é preciso fugir, se esconder, se fazer de desentendido, recusar convites de forma grosseira, fingir, usar uma máscara. Não se usa mais sinceridade. Mais? Nem sei se um dia se usou... Mas o fato é que as pessoas têm tanto medo de mostrar seus verdadeiros interiores ou medo de quebrar a cara ou medo se envolver ou medo de magoar ou se magoar ou medo de... Medo! No fim das contas, é o medo que impulsiona e incentiva essa gama infinita de sinais confusos, que provavelmente se ditos claramente, sem rodeios ou joguinhos, evitariam muita frustração, muito sofrimento, muita decepção. Todos jogariam o mesmo jogo - o que não acontece atualmente, cada um tem a regra do seu próprio jogo e usa uma cartilha diferente para interpretar. O jogo da sinceridade, acima de qualquer coisa.

By the way, para os interessados, aqui vai o link dos sinais que todos nós podemos aprender sem que as regras se confundam http://www.acessobrasil.org.br/libras/

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Dias melhores

Alguns culpariam a TPM. Eu culpo a pré-disposição que certos dias têm pra simplesmente serem não vividos, mas sobrevividos. E por mais que você se esforce, parece que não há nada que você possa fazer.

Você dorme a quantidade certa de horas. Não tanto quanto um vegetal, mas não tão pouco quanto um idoso. Acorda com um sorriso no rosto, toma um café light - ainda carregando a consciência pesada das festas de fim de ano e a neura em perder peso -, assiste 2 episódios de FRIENDS. Troca de roupa para sair pra academia, quando a máquina de lavar vaza e você, pronta pra sair, tem que se agachar como a gata borralheira e sugar toda a água que espalhou pela cozinha com um pano. Ótimo! Você chega atrasada na academia, mas está com energia. Pedala até suas pernas quase sairem do corpo, tentando fazer com o que os maus fluidos saiam junto com o suor. Volta pra casa, come uma banana e lá está você, 14:30h, sem almoçar, na cama de uma mulher que te enche de cera quente, te faz berrar de dor e ainda por cima te cobra 20 reais por isso. Você volta, toma banho, almoça e se sente reenergizada.

Nenhuma ligação... você começa a achar estranho... Assiste insamente episódios de FRIENDS, na busca por distração. Era como se os tempos de ócio de Londres estivessem de volta. Só que sem o friozinho que faziam desses momentos tão deliciosos. Ah, quem sabe a noite ainda pode ser salva?! Não tão rápido, The Flash!!!

Você sai, esperando boa companhia, boa conversa. Expectativas não funcionam, e você já está cansada de saber disso. Mas não aprende nunca! Daí você ouve e ouve e ouve e ouve, fala duas palavras e ouve e ouve e ouve. Você não está com fome, mas assiste alguém faminto. Assiste e ouve. E ainda confirma que é obrigada a conviver com fantasmas do passado.

Adorei a noite?! Não há palavras que possam responder... não há palavras que descrevam a frustração. Vou apagar as luzes, dormir e fingir que esse dia não aconteceu! Pra ver se amanhã, o sol ainda bate na janela do meu quarto... e o dia termine BEM!

domingo, 4 de janeiro de 2009

Uma aventura em Minas Gerais

São quatro amigos. A Dany, a May, o John e o Xande. Eles estavam combinando passar o Reveillón juntos desde outubro. Estavam sonhando alto, festas glamourosas ou viagens pra praia.

Dezembro foi chegando e com ele, o desespero. Sem planos, sem perspectivas, sem uma luz no fim do túnel. Daí vieram as propostas. Reveillón na casa da vó da May em Patrocínio, interior de Minas Gerais. Teve também a idéia de passar na casa do Elvis. Festa? Não, era só "uma casa vazia", como bem especificado. Dany relutou. Queria festejar! Ela é assim, sabe? Adoraaaa uma festa! Se esbaldar. Dançar tanto, mas tanto, de modo que o suor escorra pelo pescoço. Daí a prima da Dany, Carol, disse que ia dar uma festa na cidade dela, Uberaba, também Minas Gerais. Quanto mais apareciam propostas, mais o destino mostrava pra onde os quatro amigos deveriam ir. Seria um Reveillón mineiro.

Resolveram partir rumo à Uberaba no Ford Ka preto do Xande. A May já estava em Minas, a intenção era que ela fosse encontrá-los. Mas ela não foi, deixando os outros três injuriados. Mas nada estragaria o reveillón. O caminho para lá, eles não sabiam. Mas isso fazia tudo ficar ainda melhor. Chegando lá, foram muito bem recebidos pela família da Dany e no primeiro dia foi tudo ótimo: teve rodízio de escondidinho, risada, jogatina. O segundo dia apresentou-nos uma outra prima da Dany, que entre eles, mais ficou conhecida como "Mila Frígida". A festa de Reveillón, um fracasso. Os 3 tentaram beber pra esquecer os problemas, mas o álcool só entrou no sangue da Dany, que, muita bêbada, dançou a dança da mãozinha sozinha num canto da casa e ainda ligou para alguém que estava no Espírito Santo dizendo qualquer coisa absurda. Mila Frígida, talvez incomodada com a felicidade alheia, fez de tudo para tornar tudo desagradável. Mas não conseguiu.

Praticamente expulsos pela mesma, decidiram dar uma chance à May e ir encontrá-la em Patrocínio. No caminho, um tatu enorme de cabeça pra baixo morto no meio da estrada. Xande, com seu instinto "proteja os animais" faz o caminho de volta por acreditar ser um jabuti. Ao ver que era um tatu, o ignora e volta a pensar em chegar em Patrô. Cidadezinha pequena, bem charmosa. Foram muito bem recebidos pela família da May. Comida, muita comida boa. Risada? Foi o que mais teve. Na sexta-feira teve até lágrima de riso. E várias delas! Teve sorvete, pastel e até banho de chuva de madrugada. Pena que no sábado, o pai da May estragou os planos de voltar no domingo e voltaram todos no sábado. Chuva, muiiitaa chuva. Estrada perigosa. Toneladas de testosterona vazaram no Ford Ka e teve uma DR do Valparaízo ao Guará. Mas graças a Deus, o quarteto fantástico chegou são e salvo à cidade grande. Sem pão de queijo, escondidinho ou pastel, pediram quatro pizzas na casa da May, no Guará - DF. Tomaram mais coca-cola e jogaram mais Mau-Mau.

E assim termina a aventura em terras mineiras. Qual será o próximo estado brasileiro a ser explorado?!