Quote of the day

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Interpretando os sinais


Sabe-se que os deficientes auditivos usam a linguagem de sinais (LIBRAS) para se comunicar e os falantes, usam a língua falada. Mas os últimos dias têm me provado que mesmo os que falam se utilizam de maneira desenfreada dos sinais. E o pior é que, as LIBRAS têm regras, códigos, gramática, o que faz com que, se você não entender um sinal, você tenha um livro ou um expert a consultar e assim matar a sua dúvida facilmente.

Ao contrário, nós, seres falantes, não temos a tal gramática. Vivemos usando códigos, sinais não-verbais para comunicar nossos desejos, frustrações, sentimentos, segredos, fantasias, sonhos, insatisfações. É aí que está o grande X da questão. Como fazer para interpretar corretamente os sinais que enviamos e recebemos a cada fração de segundo?!

Falar já se tornou perigoso com o avanço da tecnologia. No caso, "Falar" pelo msn já causou vários problemas para todos nós, eu tenho certeza. Fomos mal interpretados, usamos ironia e acharam que fosse real, e nem mesmo os sinais que os emoticons mandam, estão funcionando. Eles não fizeram smiles suficiente para expressar toda vontade da raça humana.

Jogos de amor são os mais perigosos enviadores de sinais. Ninguém quer dar o braço a torcer totalmente, ninguém quer mostrar todas as faces de imediato - às vezes, nem a longo prazo - e portanto, começamos um imenso troca-troca de sinais confusos. Um passo em falso e podemos colocar tudo a perder. É como um campo minado, onde cada sinal mal-interpretado pode ser uma bomba. E explode, viu?!

Talvez os sinais antigos - vulgo "caras e bocas" - não sejam mais tão efetivos. Para dizer "não", é preciso fugir, se esconder, se fazer de desentendido, recusar convites de forma grosseira, fingir, usar uma máscara. Não se usa mais sinceridade. Mais? Nem sei se um dia se usou... Mas o fato é que as pessoas têm tanto medo de mostrar seus verdadeiros interiores ou medo de quebrar a cara ou medo se envolver ou medo de magoar ou se magoar ou medo de... Medo! No fim das contas, é o medo que impulsiona e incentiva essa gama infinita de sinais confusos, que provavelmente se ditos claramente, sem rodeios ou joguinhos, evitariam muita frustração, muito sofrimento, muita decepção. Todos jogariam o mesmo jogo - o que não acontece atualmente, cada um tem a regra do seu próprio jogo e usa uma cartilha diferente para interpretar. O jogo da sinceridade, acima de qualquer coisa.

By the way, para os interessados, aqui vai o link dos sinais que todos nós podemos aprender sem que as regras se confundam http://www.acessobrasil.org.br/libras/

2 comentários:

Sr. Sete disse...

:[

Talita Lima disse...

Gostei do seu post. É bem isso mesmo, o medo da sinceridade nos fez aprender outras formas de comuniçao.
Parabens.. continue escrevendo.